Em entrevista ao programa Levante a Voz, o Professor Sivanildo da Silva Borges – que atualmente leciona química na UFRB de Cruz das Almas e está a frente do movimento Termo Elétrica Movida a Óleo Pesado – chamou a atenção da região para o risco que representaria a implantação de uma termoelétrica no município de Sapeaçú nos moldes que prevê o atual projeto em curso. Sivanildo adiantou que não faz parte de nenhum grupo político partidário. PHD em química pela USP, ele denunciou o fato de que o combustível utilizado pela termoelétrica em questão seria um produto altamente poluidor conhecido como óleo pesado. Segundo Sivanildo, toda a região do recôncavo, num raio de oitenta quilômetros, estaria ameaçada pela queima de 50 toneladas por hora deste produto, ou seja, funcionando 24 horas a termoelétrica queimaria o equivalente a setenta e dois caminhões tanque de óleo pesado por dia, substância de composição próxima ao asfalto, contaminante e de difícil dissipação. O professor pediu a atenção para o fato da saúde pública do município de Sapeaçú, bem como de toda a região, não estar preparada para as prováveis consequências para trabalhadores da empresa e moradores da região. Com tantas prerrogativas perigosas, fica o questionamento se realmente valeria a pena investir em um empreendimento tão arriscado quanto esse. Os benefícios compensariam os riscos?



