O delegado Edson Moreira, chefe do DIHPP (Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa), afirmou na tarde desta sexta-feira que o goleiro Bruno Fernandes planejou a morte de sua ex-amante Eliza Samudio em fevereiro, quando contratou para a execução o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, por R$ 3.000. Moreira apresentou 14 provas para explicar o indiciamento de Bruno e de mais oito suspeitos do crime.
Segundo Moreira, Bruno aproveitou o intervalo do Campeonato Brasileiro durante a Copa da África do Sul –em junho– para colocar em prática o plano de matar Eliza. O motivo seria o filho, de cinco meses, que Eliza tentava provar na Justiça que é do jogador.
Na versão da Polícia Civil de Minas, Bruno tentou reconquistar a jovem e a atraiu para o Rio de Janeiro. No dia 4 de junho, teve início o plano de execução. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, –amigo de Bruno– e o adolescente de 17 anos, primo do goleiro, buscam Eliza em um hotel, e dizem que vão levá-la para a casa de Bruno, no Recreio dos Bandeirantes (zona oeste do Rio).
O delegado afirma que a frase “o Bruno é um babaca” –dita por Macarrão durante o trajeto– era a senha para que o adolescente saísse do banco traseiro do Range Rover e atacasse Eliza. O adolescente dá três coronhadas na cabeça de Eliza, que reage e deixa o primo de Bruno machucado.
Segundo Moreira, exames de DNA comprovaram que as manchas de sangue encontradas no carro são de Eliza e do adolescente. O delegado afirmou que foi usado um copo plástico no qual o jovem bebeu água para fazer o exame.
Fonte: Folha



