O saveiro de vela de içar conhecido como Sombra da Lua, uma das 19 embarcações remanescentes das 1.200 que transportavam cargas no início do século de Maragojipe, no Recôncavo baiano, é um dos novos bens que passaram a fazer parte do Patrimônio Cultural que é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Com 85 anos, a embarcação não tem motor nem intervenções tecnológicas no sistema de suspensão da vela, que é de lona de algodão. O Sombra da Lua pertence hoje ao preidente da Associação Viva Saveiro, Pedro Bocca, e mais quatro pessoas. Com o tombamento, o saveiro não poderá mais ser descaracterizado, terá que ser conservado e restaurado apenas com peças originais.
Os conselheiros do Iphan estiveram reunidos no Rio de Janeiro, na sexta-feira (10), para definir os itens tombados. Entre eles também estão mais três embarcações tradicionais brasileiras, os centros históricos de Natal e São Luiz do Paraitinga (SP), além do conjunto urbanístico e paisagístico de Cáceres. Como patrimônio naval,além do saveiro de vela de içar – Sombra da Luz, de Maragojipe, foi aprovado o tombamento da Canoa de Tolda Luzitânia, da Sociedade Sócio-Ambiental do Baixo São Francisco, em Sergipe; da Canoa Costeira de nome Dinamar, da Baía de São Marcos, no Maranhão; e da Canoa de Pranchão do Rio Grande, de nome Tradição, do Rio Grande do Sul; e do Museu Nacional do Mar, em São Francisco do Sul, Santa Catarina, incluindo o seu acervo. (Cristina Santos Pita)



