Frutas, verduras, carnes e confecções são expostas junto a lixo, urubus e ratos na feira livremunicipal de Santo Antônio de Jesus. Os comerciantes que trabalham no local reclamam da falta de infraestruturaedasprecáriascondições delimpeza e higiene. Alimentos como hortaliças, frutas e legumes são frequentemente expostos ao consumidor no chão, em lonas ou em caixotes, próximos a um depósito de lixo.
Segundo o presidente da Associação dos Ambulantes, Barraqueiros e Camelôs de Santo Antônio de Jesus (Ambarc) Célio Inô, além do lixo, os alimentos são atingidos aindapelasujeiradosbanheiros públicos. Os resíduos saemtanto do depósito quanto do banheiro. Sem contar que é muito comum ver urubus rodando a feira, principalmente quando os caminhões derramam o sangue das carnes no calçamento, assegurou. Calçados, por exemplo, ficam misturados com hortifruti. Já fizemos a proposta à prefeitura para que seja feita setorização como objetivo de deixar as vendas mais organizadas, porémnão houve retorno, informou Célio Inô.
O comerciante Cláudio Ribeiro afirmou que os problemas estruturais da feira estão prejudicando até mesmo as vendas. Não há organização, nem divisão de barracas e muito menos horários definidos para cargas e descargas demercadorias. Além disso, a sujeira é tão grande que é comum encontrar ratos por aqui, declarou. A dona de casa Isabele Souza revela a preferência em fazer compras em um supermercado. Pode sairumpouco mais caro,mas é melhor do que enfrentar a bagunça, ressaltou.
Em 2005, a prefeitura elaborouumprojeto que previa, emumprazo de cinco anos, a modernização do espaço público e melhorias na segurança, limpeza, setorização, iluminação e padronização das barracas. Conforme a Ambarc, o projeto não foi executado na totalidade e nem teve a participação dos feirantes.
A única coisa que a prefeitura colocouemprática foi a construção de uma área destinada ao setor de confecções. As outras propostas de melhorias foram todas abandonadas, garantiu Célio. O secretário de Agricultura, Comércio, Indústria e Meio Ambiente, Edson Diniz, defendeu que o projeto trouxe melhorias. Assaltos, prostituição e drogas são coisas do passado. Limpeza pública e iluminação melhoraram.



