JAGUAQUARA
Daniela Miranda Luz D Gino, 28 anos,mãe biológica do bebê de seis dias que,nosábado, seria levado para Fortaleza sem documentos na companhia de Rosielba Cristina de Oliveira, voltou ontem para Maracás, ondemora, após ser ouvida pelo promotor de Justiça Lúcio Meira, da comarca de Jaguaquara (343 km de Salvador). Ela foi detida na tarde de segunda-feira, sob acusação de venda do bebê. Rosielba permanece na Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente (Derca), em Salvador.
O promotor entendeu que, penalmente, não houve crime. A Daniela não se enquadra em nenhum tipo de crime, nem de abandono de incapaz, disse, descartando a hipótese de venda da criança ou tráfico de menores. Ele informouque o caso será acompanhado pelo Conselho Tutelar e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
Guarda O MP informou que o avô da criança vai solicitar da Vara da Infância e Juventude a guarda do neto. O pai dela já sustenta o outro filho, de 3 anos, da filha, disse o promotor. Daniela, que afirmou não ter condições físicas, financeiras e psicológicas para criar a criança, escondeuatéo oitavo mês a gravidez.
A delegada Maria do Socorro Damásio, titular da Delegacia de Jaguaquara, que investigou o possível desaparecimento da criança da maternidade da cidade, disse que Daniela e Rosielba mantiveram contato por e-mails, que esclareceramcomose deu toda transação. Daniela cadastrouse no site Yahoo como Maria Auxiliadora e perguntou quem queria adotar um bebê. Rosielba, identificada como Cristina, demonstrou interesse, e elas começaram a trocar os e-mails. A criança está sob a guarda do Juizado da Infância e Adolescência, em Salvador
PERDA DE FILHO Rosielba perdeu um filho no quinto mês de gestação, no início do ano e ocultou o aborto do marido. Após o trauma, ela fazia tratamento psiquiátrico. O marido não sabia das conversas da mulher com Daniela. Ao vir para a Bahia, no dia 6, disse que iria à maternidade ter o bebê. O marido comunicou o sumiço dela à polícia. (Cristina Santos Pita)



