É antigo o ditado popular ” de médico e de louco todo mundo tem um pouco.” A bem da verdade, muitos tem bem mais de louco do que de médico, especialmente quando resolvem apelar para a automedicação. O assunto foi levantado pelo cardiologista Dr. Arthur, do INCAR, no programa Levante a Voz, que ressaltou o fato de que o uso indiscriminado de antibióticos por parte da população pode até mesmo causar risco para toda a população, uma vez que as bactérias acabam se tornando mais resistentes a ação de medicamentos.
Na ânsia da auto medicação, o especialista comentou a popularização da medicina natural, que também pode conter procedimentos de risco. ” Determinadas doenças simplesmente não tem tratamento conhecido e a ingestão de determinadas plantas que não possuem efeito farmacológico ( no que na medicina se chama de “efeito placebo” ) simplesmente não causa qualquer alteração no quadro geral do paciente”, alertou. Neste caso, segundo o Dr. Arthur, vale muito mais a fé do paciente.
O prejuízo maior para o paciente auto medicado, segundo Dr. Arthur, é a demora na procura pelo atendimento médico. ” Um paciente com dor torácica pode ficar em casa interpretando que são gases e tomando remédio. Quando chega no hospital pode descobrir que trata-se de um infarto e, num caso desse tipo, o fator tempo é fundamental”.



