Deputados da Bahia gastam verba indenizatória durante recesso

Os deputados federais da Bahia gastaram, no total, R$ 386 mil de verba indenizatória em janeiro, mês de recesso parlamentar. Foram despesas relativas a aluguel de imóveis, combustível, divulgação de suas atividades, hospedagem, material de expediente, entre outras. Os gastos corresponderam a 9,2% dos R$ 4,2 milhões usados pela Câmara dos Deputados apenas com verba indenizatória em janeiro.

Essa verba é um recurso extra, limitado a R$ 15 mil por mês a que os parlamentares têm direito unicamente para despesas com o mandato em seus Estados. As informações sobre os gastos ficam disponíveis para consulta no site da Câmara (www.camara.gov.br). Os valores apurados pela reportagem referem-se aos gastos até a última segunda-feira, dia 11. Quando ultrapassa o limite mensal, a despesa é descontada do mês seguinte. Além desse benefício, os deputados ganham mensalmente salário de R$ 16,512 mil, auxílio-moradia de R$ 3 mil, R$ 11,2 mil de passagens aéreas e R$50,815 mil para as despesas com o gabinete em Brasília e cotas mensais para produção de materiais gráficos.

A média de gastos com o montante indenizatório pelos 39 representantes da bancada baiana na Câmara foi de R$ 9,9 mil por deputado. Este valor foi o sétimo maior, em comparação com os outros 25 estados e o Distrito Federal. Ficou acima de São Paulo (R$7,1 mil), Rio de Janeiro (8,5 mil) e Minas Gerais (6,9 mil), estados com mais deputados federais do que a Bahia. A maior média foi de Tocantins (R$12,5 mil), seguida do Piauí (R$11,3 mil) e Roraima (R$11,2 mil). Em termos absolutos, a Bahia foi o terceiro estado que mais gastou, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro.

Campeões – Entre os deputados federais da Bahia, aqueles que fizeram maiores despesas com verba indenizatória foram Veloso (PMDB), com R$ 18,8 mil, Alice Portugal (PCdoB), com R$ 17,5 mil e Tonha Magalhães (PR), com R$ 15,6 mil. Já o deputado Joseph Bandeira é o único do Estado que não tem usado a verba. Tendo gastado principalmente com aluguel de imóveis, divulgação da atividade parlamentar e locomoção, Alice Portugal esclareceu que as despesas no mês de janeiro foram necessárias. “O mandato não se resume ao plenário. No mês de recesso, não desalugo os escritórios. Trabalhei percorrendo o interior do Estado e participando de seminários”, explica.