Dona Maria Machado, de 64 anos, paga R$ 17 por mês num plano funerário. Não assinou contrato algum, apenas recebeu um carnê com seu nome escrito a mão, o suficiente para fazê-la acreditar que, ao morrer, terá direito a caixão e cova e, talvez, uma galinha para ser servida no velório. Como ela, centenas de moradores dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri são adeptos do plano. O serviço não regulamentado está disseminado em pelo menos 27 municÃpios mineiros e duas cidades do interior da Bahia, focado nos mais pobres e analfabetos. Detalhe: se o titular morre, outra pessoa é obrigada a assumir o pagamento para que seus filhos e netos menores de idade tenham direito ao enterro. Enquanto a prática corre solta, sem fiscalização, projeto de lei no Congresso retoma a discussão sobre a legislação de planos funerários, que já foram alvo de CPI. (O Estado de Minas)



