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Sou filho dessa terra gigante, que nem as minhoca
Não sei as letra nem os alfabeto
Mas sei das cores viva
Além da parede e pra cima desse teto
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à lá que mora meu Pai, o sabido arquiteto
Que do girado da Terra fez dia e noite
Da saliva fez os rio e os oceano
E no tempo certo, as estação do ano
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AÃ, tem fruta, peixe e não farta mel
Tem flor de todo tipo e até algodão se vê no céu
Também fez o cacau que vira chocolate
E meu vira-lata que fala, mas pruzoto só late
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De tanta bondade, ele fez a beleza do pavão
E pra esquentar o frio, ele deu o carvão
Fez o silêncio pra gente sonhar bem pra lá
Além de fazer a cantiga pra gente festejar
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Até água ele botou por debaixo do chão
E também fez chuva pra resfriar a quintura do verão
Fez a galinha e não esqueceu o ovo
Ama os rico e também os povo
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Engraçado! Fez as cor do arco Ãris de água e luz
Fez tartaruga, onça pintada e o jegue que me conduz
No casulo, a lindeza da barbuleta encantada
Fez até o tudo da onde não se tinha nadica de nada
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Fez as formiga que vive tudo em organização
Pra mostrar pras nação o poder da união
Botou o ar pra correr e fez o vento
Fez o infinito e deu o nome de tempo
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Botou árvore bem grande dentro das pequenina semente
Do barro do chão fez um monte de cara de gente
Fez os passarinho, mas não fez as gaiola
Deu a terra pra plantar e não deu esmola
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Fez o riso e deu de presente pra quem vive de alma nua
Fez as criança, mas não abandonou os moleque na rua
Me deu os filho pra criar e vontade pra trabaiar
Me deu mandioca e esperteza pra farinhar
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Então, farofa pro meu sustento não farta
Já que enxada, suor e braço eu tenho
Cuido meus filho não só porque respeito o âConseioâ Tutelar
Mas porque aprendi com meu Pai, que é bom se doar…
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Lauro Souza â ser humano, poeta, feirante, estudante de história e conselheiro tutelar.



