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A maior autoridade em saúde pública americana, o Office of the Surgeon General, normalmente ataca problemas abrangentes, como tabagismo e prevenção de doenças. Mas a diretora atual do órgão, Regina M. Benjamin, visitou uma feira de negócios neste mês para falar sobre outro problema. Segundo ela, muitas mulheres deixam de se exercitar porque estão preocupadas em estragar o cabelo. âMuitas vezes vemos mulheres falando que não podem se exercitar hoje porque não querem suar ou molhar o cabeloâ, disse ela em entrevista. âQuando você começa a fazer exercÃcios busca motivos para não ir, e o cabelo acaba sendo mais um delesâ, completa.
O problema, para Benjamin, é que muitas mulheres investem quantias consideráveis de dinheiro e tempo em relaxamentos e outros tratamentos quÃmicos para transformar os cachos naturais em looks lisos e sedosos. Umidade e movimentação, porém, podem rapidamente desfazer os procedimentos e, em função disso, elas evitam atividades fÃsicas de vez. Pesquisadores do Wake Forest Baptist Medical Center, na Carolina do Norte, avaliaram 103 mulheres negras e perceberam que um terço delas se exercitava menos por conta da preocupação em prejudicar seu cabelo. Dessas mulheres, 88% não seguiam a recomendação de fazer 150 minutos semanais de atividade fÃsica de média intensidade. Amy McMichael, que comandou o estudo, disse que notou que algumas das suas pacientes acima do peso mencionaram o cabelo entre os motivos pelos quais não faziam ginástica. Desde que começou a ocupar o cargo de Surgeon General, Benjamin lançou iniciativas para estimular exercÃcio fÃsico, boa alimentação e contra o fumo. Mas seu ponto de vista da relação entre o cabelo e a saúde é o que recebeu mais atenção. âNão são só as mulheres negras. Tenho falado com muitas pessoas e percebi isso com outras pacientes também. Elas dizem: arrumo meu cabelo uma vez por semana, não quero estragarâ. (Tribuna)



