Natureza versus políticas públicas: De quem é a culpa?

 As chuvas têm tido conseqüências lastimáveis em todas as cidades brasileiras, como aconteceu na segunda-feira (12) em Santo Antônio de Jesus, que inundou casas, estabelecimentos comerciais e até o prédio do Poder Legislativo, suspendendo a sessão que aconteceria pela manhã. Medidas paliativas não resolvem o problema e soluções precisam ser encontradas pelo governo. A falta de infraestrutura nas cidades, planejamento urbano e investimento em políticas públicas são fatores decisivos para o efeito arrasador das chuvas.

 Comentário de Léo Valente

“Evidente que a prefeitura não tem culpa de tanta chuva, mas há muito tempo, fica o alerta, que uma chuva como essa pode acontecer a qualquer momento. Ninguém pode controlar a natureza, ‘é a chuva’, como disse o vice-prefeito Joanito Barbosa. Mas, tendo em vista isso, Joanito, César Queiroz, Dalva Mercês e companhia tem que ser feito alguma coisa e é prioridade e urgente porque ninguém quer tomar prejuízo comercial. Mais urgente do que calçamento, asfalto nas Quatro Esquinas. O foco tem que mudar. É mais urgente do que outro planejamento que vocês tenham.

O empresário não quer perder dinheiro e nem a população de Santo Antônio de Jesus, nem a classe A, B, C, D ou E, ninguém quer perder móveis. Vai-se numa loja e escolhe com todo prazer um guarda-roupa ou um colchão bom e caro, e se parcela o pagamento ou paga na hora, e de repente vê isso tudo ir embora de uma hora para outra.

 Realmente a prefeitura não tem culpa da chuva, mas alguma coisa tem, que ser feita. Porque antes chovia e não acontecia isso. Rubens, da Associação Comercial, afirmou que mora e tem comércio aqui há mais de 20 anos e nunca viu isso acontecer. Pegou de surpresa empresários, prefeito, Joanito, César. Se fosse fácil evitar esse prejuízo, todo mundo pegava seus móveis e guardava num local mais alto e se preparava para a chuva. Ninguém sabia. Daqui prá frente vamos ver. Se isso continuar acontecendo, ninguém vai poder dizer que não foi avisado. O pessoal tem que ficar de olho na previsão do tempo. As ruas tem que ser preparadas e o pessoal se mobilizar”.

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