Na sessão de segunda-feira (4), os vereadores discutiram a greve dos professores, defenderam a categoria, maiores salários para os professores e criticaram o governo do Estado pela intransigência nas negociações. O vereador Uberdan Cardoso sugeriu que tem que haver pressão para uma resolutividade para o problema. ?Defendo a categoria e posso fazê-lo como político, professor e pai. É preciso amadurecer o debate. Todos os vereadores têm deputados federais da base do governo. Vamos mobilizar nossos deputados. É uma questão pontual, precisamos compreender que o governo, se não pode pagar os 22%, tem que mostrar que não pode e a União não vai complementar?, avaliou.
MOBILIZAÇÃO – Os vereadores defenderam uma mobilização em prol dos professores. ?Sempre defendi a categoria e agora não iria me furtar. A Casa deve enviar ofício a Aplb e marcar uma reunião para discutir a questão?, opinou Cardoso. A vereadora Dalva Mercês compartilhou da mesma opinião e sugeriu a união de todos. ?Devemos solicitar uma audiência a quem de direito, representante do governo do Estado. E, junto com a Aplb, irmos a Salvador para tratar desse assunto?, reforçou. Nesta terça (5), uma comissão segue para Salvador para um encontro com o secretário estadual de Educação na tentativa de mediar um diálogo entre o governo e a categoria.
Ailton Santos informou que nesta terça-feira (5) será realizada uma reunião com a Aplb. O parlamentar disse que o objetivo é o de contribuir com a mobilização por uma negociação com o governo do Estado assegurando melhores salários aos professores estaduais. ?Vamos levar uma proposta ao secretário de Planejamento Sérgio Gabrielli. Vamos também mobilizar a coordenação estadual do PT, a CUT e a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa e juntar as forças para amenizar os prejuízos?, salientou.
O vereador Hélio Silva também defendeu uma mobilização de toda sociedade civil. “Como representantes do povo precisamos nos mobilizar. contra a greve, que é correta porque o governo nào se sensibilizou para resover problma e quem paga é o povo. Assim foi na greve da Polícia Militar, que precisou até da interferência da Polícia Federal e do arcebispo primaz do Brasil para resolver o problema. São quase 6o dias sem aula e é preciso sensibilizar a comunidade. Aqui no município o prefeito deu 12% de aumento.Na Bahia os alunos estão perdendo o ano letivo e é um caso na Educação e precisamos sensibilizar a sociedade e fazer um movimento partindo de Santo Antônio de Jesus pela paralisação já. As pessoas que sempre apoiaram os movimentos sindicais precisam ir para as ruas para que os alunos não percam o ano letivo”, afirmou.
Ascom CâmaraSAJ



