Marizam Costa, mãe de gêmeos, tenta rever os filhos que ela mesmo entregou para adoção há 10 anos em Euclides Cunha, a 311 km de Salvador. Ela disse que uma mulher chamada Neide a apresentou, no dia do parto, para um casal de São Paulo. ?Aos quatro meses de grávida ela me chamou pra trabalhar lá, para terminar a gestação e ela fazer o acompanhamento. Aí ela perguntou se eu queria dar as crianças?, conta.
A mãe dos gêmeos diz que o casal apresentado por Neide foi até o hospital e levou as crianças. ?Levaram as crianças de lá mesmo para casa da Neide. Me prometeram que eu ia ver, que iam mandar foto direto, que iam me ligar. E até hoje não tenho notícia das crianças?, afirma Marizam.
A mulher apontada como intermediária é citada em pelo menos dois outros casos de doações de crianças em Euclides da Cunha. Um deles, de irmãos gêmeos também. O outro, de um menino. Em todos, a mesma história: mães pobres que dão os filhos recém-nascidos, atraídas pela promessa de um futuro melhor para eles.
Marinalva de Jesus, que também entregou o filho em 2004, conta que passava por necessidades. ?Eu não estava tendo condições, estava passando necessidade. Aí eu dei?, revela.(G1)



