Os trabalhos para a implantação de uma terceira universidade federal na Bahia, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSBA), estão na fase final. Os últimos detalhes do projeto serão viabilizados em reunião que acontece a partir das 9h da manhã desta quinta-feira (03), entre o governador do Estado, Jaques Wagner, a Reitora Dora Leal, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), tutora da nova instituição de ensino superior. A reunião contará também com a presença do ex-reitor da UFBA, Naomar de Almeida Filho, Presidente da Comissão de Implantação da UFSBA, e do Secretário de Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto. De acordo com o projeto, a UFSBA – que terá campi nos municípios de Teixeira de Freitas, Porto Seguro e Itabuna, onde será instalada a sede da Reitoria, começará suas atividades em 2014 e, quando chegar à sua plena implantação, prevista para o ano de 2020, gerará 10.800 novas vagas, somando-se todos os níveis de ensino superior: 12 Bacharelados Interdisciplinares (BI) em 4 grandes áreas de conhecimento, 15 Licenciaturas Interdisciplinares (LI) em 5 eixos de formação, 30 cursos de graduação profissionalizante plena (CPL), 10 Residências, 19 Mestrados e 9 doutorados. Além disso, Cursos Superiores Tecnológicos (CST) e Cursos de Formação Sequencial Universitária (CFSU) serão oferecidos em parceria com IBFBA, IFBaiano, SEBRAE e outros órgãos do Sistema S que atuam na região. Alcance e atuação As atividades e programas de ensino, pesquisa e extensão da UFSBA cobrirão uma região composta por 48 municípios, numa área de 40.384 km2, situada na costa meridional do Estado da Bahia para uma população de 1.520.037 habitantes, na qual existem 66 mil estudantes matriculados em 165 escolas públicas de ensino médio, segundo dados do Censo 2010. A implantação da UFSBA preencherá a grande lacuna da defasagem na oferta de vagas para a educação superior, no baixo sul do Estado, onde existem apenas 1.475 vagas nas instituições públicas (UNEB, UESC, IFBA e IFBaiano). O leque de ofertas de cursos da UFSBA foi concebido para atender às exigências da nova conjuntura econômica e política do Brasil e do mundo contemporâneo, bem como às especificidades sociais e econômicas da Região Sul (Litoral Sul, Costa do Descobrimento e Extremo Sul) do Estado da Bahia. Investimentos estratégicos dos governos federal e estadual (Ferrovia Oeste-Leste, Porto Sul, polos industriais e parques tecnológicos) que implicam demandas de formação de quadros para o desenvolvimento econômico e humano dessa região, também serão levados em conta, segundo o planejamento que contará com a participação consultiva de um Conselho Estratégico Social. (Aratu)



