As arrumações políticas em Brasília e em Santo Antônio para empregar políticos derrotados ou sem mandato

A presidente Dilma Rousseff enviou para o Congresso a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa, uma área importante, mas que, na verdade, poderia ter um diretor. Já existe o Sebrae que recebe recursos do Governo Federal e que faz um papel mais prático de apoio ao surgimento da micro e pequena empresa do que qualquer ministério. Na verdade esse Ministério foi criado para dar um cargo a um aliado político que acabou de perder o mandato, o Gilberto Kassab, ex-prefeito de São Paulo. Fundador do PSD, um partido grande, que se tornou forte com a adesão de vários políticos dissidentes de outros partidos. Já vamos para 39 ministérios. É ministro que nem conhecemos e alguns nem sabemos qual é a função, mas todos têm assessores e bons salários. Para todos eles o governo paga aluguel de uma sala com computador, material, energia, combustível, veículo e toda uma estrutura que não é barata.

O Governo do Estado também já fez isso. Criou cargos para acomodar alguns aliados políticos. Isso se repete também na esfera municipal. O prefeito de Santo Antônio de Jesus vai criar algumas secretarias, como a de Planejamento que vai ser desmembrada da secretaria da Fazenda, a da Cultura desmembrada de Esportes e Turismo e também a de Agricultura, essa sim concordamos porque se trata de uma secretaria que não dá para uma pessoa só cuidar de Indústria, Comércio e Agricultura numa cidade como Santo Antônio de Jesus.

Será criada também a secretaria de Comunicação. Há quem questione e quem diga que é importante, como o jornalista Levi Vasconcelos, do Jornal A Tarde, que criticou o prefeito de Salvador, ACM Neto, que acabou com a secretaria de Comunicação na capital. Chega a ser um tanto polêmica sua criação. Alguns acham necessário outros não. O fato é que ela foi prometida e já há alguém ocupando o cargo.

Na Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus também foram criados três cargos de controlador com salário de R$ 4 mil para acomodar algumas pessoas que perderam mandato, a exemplo do ex-vice-prefeito Joanito Barbosa. Nas arrumações políticas cria se cargos e custos. Essas secretarias que o governo quer criar, nenhuma delas vai gastar menos do que R$ 30 mil quando juntar carro, assessores, funcionários e salário de secretário. Isso porque estou fazendo um cálculo sendo muito bom. Sendo que esses papéis podem ser executados sem necessariamente termos uma estrutura de secretaria. Às vezes, secretarias, ministérios existem, gasta-se muito e faz-se pouco.

Léo Valente