A presidente Dilma Rousseff inicia nesta quarta-feira o último dos quatro anos de seu primeiro mandato e aparece como favorita para vencer as eleições presidenciais que serão realizadas em outubro, apesar de ainda não ter confirmado oficialmente sua aspiração à reeleição.
Após três anos de intenso trabalho e diversos desafios, tanto econômicos como sociais, Dilma encara a última etapa de seu primeiro mandato com o respaldo de mais da metade dos brasileiros (56%), segundo uma pesquisa publicada pelo Ibope em dezembro.
A governante manteve uma elevada aprovação desde sua posse, mas sua avaliação pessoal desabou por conta da onda de protestos sociais que sacudiram o Brasil em junho, embora meses depois e após dar resposta a algumas das reivindicações, recuperou parte de sua popularidade.
As enquetes dão a Dilma intenções de voto próximas de 50%, enquanto nenhum de seus possíveis rivais superaria 20%, exceto a ecologista Marina Silva, que caso seja candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB), formação à qual filiou-se recentemente, alcançaria cerca de 25%. Apesar de seu silêncio, tanto o PT e como seu líder máximo, Lula, defenderam em mais de uma ocasião a candidatura de sua afilhada política.
Lula lembrou, durante a inauguração do Congresso Nacional do PT, em dezembro, a prioridade do partido.
? Temos uma responsabilidade e é reeleger esta companheira como presidente da República.
Caso aspire finalmente à reeleição e ganhe de novo as eleições, como apontam as pesquisas, a chefe do Estado tem pela frente vários desafios, sobretudo o de impulsionar uma economia que cresce a um ritmo menor do que o esperado. Após registrar uma expansão de 7,5% em 2010, no último ano de Lula no poder, o crescimento econômico brasileiro com Dilma foi do 2,7% em 2011 e de 1% em 2012, enquanto os analistas calculam que o de 2013 não passará de 2,3% e que essa taxa se repetirá em 2014.
O próximo chefe do Estado deverá, além disso, lidar com uma alta inflação, que nos últimos três anos se manteve em torno dos 5%, assim como com uma elevada taxa de juros, que fecha o ano em 10%. Além disso, após um 2013 marcado pelo programa de licitações ao setor privado, o Brasil deixou no papel a concessão do trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo, um projeto cuja viabilidade dependerá do vencedor das eleições presidenciais. (R7)



