Com 11 meses de salários atrasados, médicos do Luís Argolo ameaçam paralisar as atividades

Os médicos do Hospital e Maternidade Luís Argolo ameaçam paralisar as atividades dia 10 de fevereiro caso o problema no atraso dos salários não seja resolvido.

O presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia- SindMed, Dr. Francisco Magalhães, relatou que após 11 meses esperando , os médicos tomaram a iniciativa de procurar o sindicato para reclamar do atraso nos salários. Ele ainda disse  já ter tentado contato com o Provedor do Hospital Aurelino ,  assim como com o administrador Marcos Brito, mas  por enquanto, não houve sucesso. ?Estamos esperando que por parte da Santa casa haja o interesse  de manter uma discussão; o  sindicato está a disposição?, afirmou.

O entrevistado   informou que o problema não é apenas o dinheiro dos médicos, mas também as condições de trabalho, pois falta soro, materiais e alguns equipamentos estão quebrados.

Segundo o presidente do Sindicato, os médicos estão dispostos a negociar. ?Esperamos que se abra uma mesa de negociação, o Ministério Público do Trabalho de Santo Antônio de Jesus , a Prefeitura e o Estado tem condições de fazer isso para que haja um acordo?, salientou.  E ainda disse que os médicos do HRSAJ  passam até 4 meses sem receber seus salários, pois são contratados de uma forma  PJ- Pessoa Jurídica que o terceirizador não cumpre com suas obrigações e os médicos ficam com salários atrasados. ?Os médicos estão reagindo a essa precarização e estamos fazendo um movimento que pode acontecer a  paralisação geral desses médicos em função dessa situação?, concluiu.  

Opinião:

A conta desse hospital vem se arrastando não é de agora. Já se ouviu falar até em rifa para ajudar o hospital na época que Álvaro Bessa era prefeito, e esse problema vem crescendo e se agravando, principalmente depois da chegada do HRSAJ, que foi muito bom, mas infelizmente algumas cirurgias deixaram  de serem feitas em Laje, Conceição do Almeida, Sapeaçu e Gandu. Isso é saúde pública, a responsabilidade é de uma política do Governo Federal, do Governo do Estado e  tem também a participação do município. O problema já começa pela desvalorização do profissional essencial na nossa sociedade, em nossa vida, que é o médico. Desde o nosso nascimento até o nosso desenvolvimento. Para nascer, falta médico aqui, as gestantes têm de ir para outras cidades. Infelizmente é como a saúde de nosso país é vista mesmo com tantos impostos que pagamos.

 

Blog do Valente, com informações da rádio Andaiá FM