Oposição busca aproximação com partidos nanicos

Os pré-candidatos à Presidência Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) intensificaram conversas nas últimas semanas para se aproximar de outros dois presidenciáveis, Randolfe Rodrigues (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC). O objetivo é montar na campanha uma frente de oposição que ajude a retirar votos da presidente Dilma Rousseff (PT) e possa levar o embate ao 2.º turno. Aécio e Campos acreditam que Randolfe e Pastor Everaldo, apesar de filiados a partidos pequenos, podem, juntos, ultrapassar 5% dos votos, índice que, a depender do cenário, pode ser decisivo para impedir que Dilma vença no 1.º turno. O cálculo se baseia em eleições passadas. Foi dentro dessa margem de 5% que o embate acabou indo para o 2.º turno nos três últimos pleitos. Em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bateu José Serra (PSDB) por 46,4% a 23,19%, diferença de 3,6% para a fatura ser liquidada no 1.º turno. Em 2006, a distância entre Lula e Geraldo Alckmin (PSDB) na primeira etapa ficou em 1,4%: o placar foi de 48,6% a 41,6% para Lula. Em 2010, Dilma Rousseff (PT) derrotou Serra por 46,9% a 32,6%. Faltaram, portanto, apenas 3% dos votos válidos para a vitória no 1.º turno. ?Esses candidatos podem levar a disputa para o 2.º turno. Everaldo tem a força dos evangélicos; Randolfe, da juventude?, disse o presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado Marcus Pestana, um dos estrategistas da campanha de Aécio. ?Quanto mais candidatos contra Dilma, melhor?, afirmou o vice-presidente do PSDB, senador Álvaro Dias (PR). ?Os dois são importantes para nossa estratégia de chegar ao 2.º turno. Eles têm um protagonismo em diversas áreas e é importante que essas áreas tenham seus candidatos. Temos ótimas relações com PSOL e com PSC?, disse o líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS). (Política Livre)