“Cala – te boca que a casa tá caindo…!”, Uberdan fala sobre a polêmica frase da semana

Em sua página na rede social, o vereador Uberdan Cardoso (PT), postou uma frase que causou certo murmúrio durante a semana.

Em entrevista a rádio Recôncavo FM, o vereador disse que as pessoas se comportam como se a corrupção existisse apenas entre os governos petistas, esquecendo-se de olhar para dentro das próprias casas. Uberdan chegou a mencionar que pessoas possuidoras de cargo de confiança, podem estar utilizando os computadores da prefeitura, durante o horário de trabalho para postar informações contra a corrupção no PT. ?Se encontra corrupção em qualquer lugar. Eu, por exemplo, condeno isso veementemente. Basta alguém olhar minha página e vai ver que tem um comentário de um cidadão que metade da família está empregada na prefeitura?, expos.

Uberdan sinaliza que a ?comilança? não está apenas no gasto com quentinhas e sim, na incidência de grupos que são beneficiados por fazerem parte do grupo político do prefeito. ?Existem funcionários concursados que lutam por um aumento salarial, enquanto a prefeitura mantém cargos, recebendo mais de 100% do que deveriam. Além de famílias inteiras empregadas na prefeitura?, disse.

Quanto, a frase: ?Cala – te boca que a casa tá caindo…!?, Uberdan afirma se tratar de uma frase popular, usada para salientar a queda de alguma coisa que não tenha estrutura. ?Uma casa que não tem estruturas sólidas, sobretudo da moralidade no trato do bem público é uma casa com estruturas muito frágeis […]. Depois de tantas denúncias, não aparece ninguém para defender, deve ser pelo fato de não se ter argumentos. As pessoas não admitem mais esse tipo de gestão, e a cada dia se opõe o gasto de impostos com coisas irrelevantes, quando deveriam ser gastos com a melhoria de serviços públicos mais eficientes?.

Questionado sobre a afirmativa de que existem famílias comendo demais na prefeitura, o vereador informou que chegou a denunciar no Ministério Público, mas foi informado que o fato não soa como um quadro de nepotismo, uma vez que, não se trata de cargos gerenciais e sim alocações. ?Saliento ainda o descumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), onde pessoas exoneradas ao final do ano passada e que voltaram a ser contratadas novamente. Sem falar em outros absurdos, que ainda estou checando, referentes a assinaturas de retroativos, onde a pessoa foi nomeada agora, mas recebe referente a janeiro de 2013. Estamos em crise institucional, crise de gestão. O prefeito tem que acordar?, finalizou.