Personagem de Irmã Dulce foi desafio para atrizes protagonistas

Eufóricas. Assim ficaram as atrizes Bianca Comparato e Regina Braga ao receberem o convite para interpretar “Irmã Dulce”, filme que estreia nesta quinta-feira, 13, no Norte e Nordeste e no dia 27 nos demais estados. “Parei tudo o que estava fazendo e me dediquei três meses exclusivamente ao papel”, contou Bianca, que esteve em Salvador com o elenco para lançar o filme. Regina Braga teve receio, “que faz parte da profissão”, mas isso só a motivou a aceitar o papel. “Pensei: será que vou conseguir? Então me joguei. Irmã Dulce tem uma história tão linda que merece ser mais conhecida no Brasil e fora do País”, disse.  No processo de pesquisa para o papel, as atrizes assistiram documentários e tiveram acessos a cartas de Irmã Dulce. Também ficaram em Salvador durante as gravações e andavam pelos lugares, muitas vezes trajando o hábito, onde a beata viveu, como os Alagados. “Muitos ali conheceram Irmã Dulce. Eles nos contavam histórias, nos chamavam para conhecer a casa deles. Era muito acolhedor”, lembrou Comparato. “Esse acolhimento dos baianos me tocou. Fomos muito bem recebidas. Isso nos deu segurança”, completou Braga.  As duas se encantaram com as obras de Irmã Dulce. “Até mesmo quem não é religioso deve ficar tocado com todo o trabalho feito por ela. Era algo fantástico. Ainda é, porque tudo continua”, afirmou Bianca.  Realidade  Foi essa história que motivou Vicente Amorim a aceitar o desafio de dirigir o longa. “Ela foi extraordinária. O que ela fazia há 40, 50 anos é o que o Papa Francisco está querendo que a Igreja faça agora. Ela era muito a frente do seu tempo”, disse. Para ele, o filme é “uma história de amor… amor ao próximo”.  Para Amorim, que já a conhecia a beata pela televisão nos anos 80, participar de um projeto como esse foi um desafio. “Ela é objeto de devoção. Tive que ter um senso de resposabilidade ainda maior. Dirigir o filme em Salvador não foi algo complicado. Para o diretor, a cidade tem a parte história ainda bem conservada e ruas que podem reproduzir ambientes dos anos 60, 70 e 80 sem precisar de tantas intervenções computadorizadas.  (A Tarde)