Jovem do Canadá tenta superar trauma após fazer sexo com o pai

Uma jovem de Vancouver, no Canadá, teve um envolvimento emocional e sexual com o pai, que ela conheceu somente quando tinha 19 anos. Natasha Rose Chenier fez seu relato ao site Jezebel. A história lembra a de uma jovem de 18 anos que também só conheceu de fato o pai mais velha e hoje é noiva dele.

Ao contrário do primeiro caso, no entanto, Natasha afirma que não ficou confortável com o que aconteceu. Ela ainda se sente atraída pelo pai, mas faz terapia para superar o sentimento.

“Meu pai biológico queria fazer sexo comigo no momento em que me viu. Descobri isso aos 21 anos, depois de fazer sexo oral com ele pela segunda vez”, conta. “Eu o conheci aos 19, mesma idade com que minha mãe o conheceu. Eles tiveram relação sexual sem proteção algumas vezes, até que ela engravidou e ele sumiu. Eu decidi procurá-lo porque estava com raiva da minha mãe, que ficou em um relacionamento abusivo por quase dez anos. Queria achar um pai que me amasse incondicionalmente e me protegesse”, relatou Natasha.

O pai dela mora na Jamaica e a jovem viajou para visitá-lo várias vezes dos 19 aos 21 anos. “Pensei que estava no paraíso e salva. Ele me deslumbrou, me levou para fazer refeições requintadas, para viajar pela ilha e fazia qualquer coisa que eu queria”, lembra. Quando estavam separados, mantinham contato pelo telefone. “Nós tínhamos muito em comum, estávamos conectados. Parecia que tudo que eu amava, ele amava também e vice-versa. Eu estava intoxicada por essa semelhança, da qual nunca falei para a minha mãe. De repente, eu tinha um companhia, o pai dos sonhos!”.

Aproximação e sentimento

O pai de Natasha começou a compartilhar detalhes de sua vida sexual – a princípio ela achou normal, pois a mãe é uma historiadora com pesquisas sobre sexo, então não era incomum discutir o tema. O pai contou também que traía a namorada, o que deixou a filha irritada. “Na minha última viagem à Jamaica, comecei a dormir na cama dele, sempre tive uma relação próxima com a minha mãe e avó, então achava normal. Além disso, eu não fazia ideia de como era um relação entre pai e filha. Nos abraçávamos e eu me sentia segura”.

Depois disso, Natasha percebeu que estava atraída pelo pai, o que a deixou horrorizada. “Não falei para ninguém. Pensei que o sentimento iria embora, mas, ao invés disso, só cresceu”, diz.

Foi quando ela percebeu que estava sexualmente atraída por ele. “Fiquei chocada e horrorizada. Não falei para ninguém. Pensei que o sentimento iria embora, mas, ao invés disso, só cresceu.” Um dia, ele colocou a TV em um canal pornô quando os dois estavam juntos, revelando depois as pessoas com quem gostaria de transar. Natasha se irritou e ele pediu desculpas.

A jovem diz que lutou contra o sentimento, mas os dois se envolveram. “Nós fizemos sexo oral algumas vezes, o que fazia eu sentir ódio e nojo de mim. Deitado na cama, ele dizia: 'Vai ficar tudo bem'. Pedi para ele me ajudar a conter o desejo e conter o dele também. Ele concordou, mas não fez isso. E eu não conseguia resistir”, lembra.

Depois dessa viagem, a jovem voltou para casa triste e começou a ter ataques de pânico. Ela então procurou terapia. “Minha terapeuta me explicou a Atração Sexual Genética (GSA, na sigla em inglês) e disse que a culpa nunca é do filho, por isso, eu deveria parar de me culpar”, diz. Desde então Natasha faz sessões de terapia e não vê o pai há seis anos.