Um total de 77 portadores de esclerose múltipla na Bahia corre risco de ter o tratamento gratuito interrompido pelo SUS. No início do mês, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) abriu uma consulta pública para decidir se a betainterferona 1A, terapia indicada para o tratamento de formas graves da enfermidade, continuará ou não a ser disponibilizada pela rede pública de saúde. Conhecido no mercado como Avogen, o medicamento é fornecido pelo governo a três mil pessoas no Brasil, cerca de 20% dos pacientes do SUS submetidos a tratamento para controlar a esclerose múltipla, doença autoimune em que o próprio corpo ataca o sistema nervoso central. Em relatório preliminar, o Conitec recomenda excluir a droga da lista de terapias, sob a alegação de que ela é inferior a outras betainterferonas, embora estudos clínicos realizados em vários países indiquem o contrário. Pelas redes sociais, duas pacientes de Vitória da Conquista lançaram um movimento em que pedem apoio da sociedade e contribuições de especialistas para a consulta pública. (Correio)



