O Programa Mais Médicos do Ministério da Saúde completa dois anos agora neste mês de julho com muito o que comemorar. Trata-se de uma das mais importantes ações realizadas dos últimos tempos na área da saúde. Na prática funciona como uma estratégia de guerra, que ataca diretamente um dos gargalos das administrações que mais fica impregnado no imaginário popular: as longas filas de espera por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). E a cidade de Aparecida de Goiânia foi uma das cidades mais contempladas. O maior benefício é o Hospital Municipal que está sendo construído no Bairro Cidade Vera Cruz I ? com mais de 220 leitos e 40 vagas de UTIs ? que já está em construção.
Poucas pessoas sabem que o Mais Médicos se originou de uma demanda apresentada pelos prefeitos ao governo federal via Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da qual sou o 2º vice-presidente. Outro ponto que necessita esclarecimento é que nunca se tratou de mera importação de médicos do exterior. Inclusive a maioria das vagas da segunda etapa do programa foi preenchida por brasileiros. Além da contratação de médicos brasileiros ou de outras nacionalidades, o programa possui outras duas importantes vertentes: a construção de hospitais e unidades de atendimento e a ampliação do número de cursos de Medicina e de vagas em Residência Médica ? com prioridade para não capitais.
Os resultados são aparentes. Em Aparecida, construímos 15 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que, somadas às oito unidades existentes, expandiram o atendimento em Atenção Básica no município e está tornando o Sistema Único de Saúde (SUS) muito mais humano. Mais 14 UBSs estão em construção e serão entregues à população até o fim do nosso mandato.
Ontem recebemos a visita do ministro da Saúde, Arthur Chioro, para a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no setor Buriti Sereno. A segunda de três que construímos em parceria com o governo federal. A UPA 24 horas Dr. Cairo Louzada, no Setor Brasicon, já está em pleno funcionamento, desde 2012. E a terceira em construção no Parque Flamboyant. Com a construção delas, do Hospital Municipal e do Centro de Especialidades Médicas que será implantado na área onde seria a maternidade Boa Esperança ? resolveremos nosso problema de vagas em UTI e da demanda de atendimentos de médicos especialistas.
Quem já sofreu a agonia da espera sabe a importância de cada um dos novos 47 médicos contratados que ? através da Estratégia Saúde da Família (ESF) ? agora fazem visitas às suas casas e dedicam a atenção e o respeito necessários. Independente de suas nacionalidades, este acompanhamento diferenciado e o conhecimento dos hábitos de vida de cada um dos pacientes se torna uma poderosa ferramenta. É claro que isso influencia na qualidade final do diagnóstico. Isto significa não apenas a promoção de atendimento mais humanizado e diminuição do tempo de espera nas filas da rede pública, mas em termos de administração também resulta em economia aos cofres públicos, uma vez que a Atenção Básica é responsável por mais de 80% dos atendimentos do SUS.
Para completar o ciclo, a cidade de Aparecida de Goiânia foi contemplada com a chegada do curso de Medicina em duas faculdades. Com inteligência e sensibilidade social estamos realizando feitos que estão melhorando a vida de muita gente. A construção da cidade e do País que queremos passa pela universalização dos serviços básicos. O poder público deve se fazer presente em todos os cantos, levando serviços de qualidade. A parceria com o governo federal tem trazido inúmeros benefícios. É lógico que também contamos com o esforço incansável dos milhares de anônimos que diariamente se dedicam à tarefa de proporcionar um atendimento cada vez mais digno à população.



