Na correria da vida moderna, usamos todos os dias eletrônicos portáteis, que teriam pouquíssimo uso se não fossem pelas baterias.
Os tablets, notebooks, relógios ou smartphones utilizam alguma fonte de energia que pode ser armazenada e recarregada várias vezes, bastando plugar na tomada, via um carregador.
No entanto, em algum momento, as baterias acabam morrendo, pois possuem uma vida útil limitada.
De acordo com uma publicação da revista “Science”, o desafio enfrentado pelos cientistas está em arrumar formas de prolongar a durabilidade das baterias e melhorar a sua eficiência.
Atualmente, o mercado de baterias ainda é dominado pelas baterias de chumbo-ácido. Baratas e capazes de produzir uma alta voltagem, essas baterias permitem que os carros deem partida, além de garantir a inclusão de itens elétricos aos carros como vidro elétrico, rádio, displays interativos, entre outros.
Apesar de utilizar uma tecnologia antiquada, datada do século 19, esses trambolhos estão longe de se tornar obsoletos, já que a demanda é atendida adequadamente, na média.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, nessa bateria, concebida pelo francês Gaston Planté, no lado negativo (ânodo), o chumbo reage com o bissulfato (proveniente do ácido sulfúrico), liberando elétrons. Como nada some na natureza, esses elétrons são aproveitados em outra reação no lado positivo (cátodo), onde óxido de chumbo reage com o bissulfato, formando sulfato de chumbo. Nessa sopa de termos eletroquímicos, o importante é que, entre um passo e outro, o “caminhar” do elétron gera energia.
De acordo com a publicação, o 'propósito' da construção da bateria está em criar uma tensão grande o suficiente para que o elétron queira “andar”, permitindo alimentar uma lâmpada ou um notebook.
Contudo, mais dia, menos dia, elas acabam morrendo. Sendo um dos motivos da sua morte o excesso de ciclos de carga e recarga, causado pela formação de cristais de sulfato de chumbo que impossibilitam a bateria a voltar completamente ao estado original.
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