A Partida

No dia em que parti, ela acenou, dizendo-me: – Adeus! Adeus!… E durante a viagem eu só via na paisagem, o seu aceno, dizendo-me: – Adeus! Adeus!… A criança que acenava para o ônibus que passava, a garota que dava “adeus” para o ônibus também, lembrava-me à hora em que parti, ela acenando, dizendo-me: – Adeus! Adeus!… Estas recordações da viagem, da paisagem, vêm constatar realmente que o meu pensamento ficou com ela, por isso o meu corpo precisa voltar-se rapidamente!… – Por quê?… – Porque “quando o pensamento fica, o corpo tem pressa em voltar-se”…E voltei!… Quando de uma viagem cheguei, logo observei, a chegada… Quando de uma viagem parti, logo observei, a partida… Aparentemente a chegada e a partida são iguais: acenos, sorrisos, lágrimas, abraços… Mas, intimamente são diferentes!…Sim, porque esses acenos poder ser alegres ou tristes; os sorrisos, as lágrimas, os abraços… Também!…Bem… Eu não sei por que estou escrevendo este assunto trivial, porque tudo isso foi somente, uma observação pessoal, pessoal!…