Sem acordo, comerciários prometem parar atividades em Santo Antônio de Jesus

Os sindicatos Patronal e dos Comerciários não chegaram a um acordo quanto ao funionamento do comérico no próximo dia 23, feriado de Corpus Christi e véspera do São João. Segundo o diretor do Sindicato do Comércio de Santo Antônio de Jesus, Geraldo Galvão, em recente reunião com representantes do Sindicato dos Comerciários, o Patronal ofereceu contraproposta às reivindicações dos comerciários em relação ao funcionamento das lojas no período dos festejos juninos e no feriado de Corpus Christi. “Não tem nada fora da lei. Neste período de esfervescência de vendas é que a gente fatura para suportar a calmaria dos meses seguintes, evitando assim o desemprego”, argumentou.

Mas o impasse está formado e a questão ainda deverá ser discutida entre as duas categorias em uma nova rodada de negociações, já que até o momento não houve acordo.

Geraldo Galvão diz lamentar o fato de que representantes dos comerciários acusaram os patrões de  “escravizar” seus funcionários. Independentemente da abertura das lojas na véspera do São João, Santo Antônio de Jesus, através de decreto municipal do dia 18 de maio deste ano, decretou feriado na data do dia 23. “O decreto anunciando que o feriado comercial deverá ser antecipado para o dia 16 de junho, tem por objetivo evitar que o consumidor fique sem opção de compras justamente nos dias em que acontece a maior festa popular do Nordeste”, justificou.

Comerciários ameaçam paralisar atividades

Com uma manifestação prevista para acontecer no final da tarde desta segunda-feira (6), às 18 horas, na Praça Padre Matheus, em represália a determinação do Sindicato Patronal de que o comércio local funcionará normalmente no feriado do dia 23, comerciários ameaçam paralisar as atividades. De acorodo com a presidente do Sindicato dos Comerciários, Anatália Mercês, os trabalhadores estão revoltados. “É uma indignação geral. Uma exploração dos comerciários”, ressaltou.

Ainda de acordo com Anatália, não dá para a gente se pode aceitar um comércio em que a pessoa trabalhe sem folga ou pagamento de hora extra. “Trabalhar a semana toda, o sábado, o domingo, sempre até tarde da noite, e o único dia em que eles teriam para descansar ainda vão ter que continuar trabalhando”, lamentou a sindicalista.

Ainda conforme Anatália, os quase seis mil comerciários não estariam sendo ouvidos em seus reclames: ” A categoria está revoltada e vai parar. Santo Antônio de Jesus vai parar. Os comerciantes tem que rever a posição deles. Não aceitam nem acordo de trabalhar até meio dia, querem que a gente vá até tarde da noite”.

Para Anatália, a paralisação do comércio em pleno momento de pico de vendas seria inevitável em virtude da falta de acordo entre os dois sindicatos. “Vai ser pior para a imagem do comércio mais barato da Bahia passar a ser visto como o comércio mais escravo da Bahia”, denunciou.

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