O repórter Tino Alves entrevistou um flanelinha que trabalha na Praça Padre Mateus que contou como funciona sua rotina. A entrevista foi veiculada no programa Levante a Voz da rádio Andaiá Fm, na manhã de hoje, 11.
Segundo Edmilson Jesus Nascimento, de 21 anos, o serviço é feito com respeito e quando o motorista se nega a dar algum valor não é tratado com hostilidade, embora ele reconheça que há flanelinhas que agem desta forma. Há 10 anos ele faz esse trabalho e durante a semana consegue arrecadar cerca de R$ 50 reais. Nos dias de maior movimento, como quarta, sexta-feira e sábado, o valor passa dos R$90 reais. “Deus sabe o que faz, a gente sai de casa sem nada, mas quando volta com 80 ou100 reais a gente agradece”, disse ele.
As informações de Edmilson Nascimento, são de que há cerca de seis pessoas atuando como flanelinha, na região da Praça, entre eles duas crianças. Questionados sobre o trabalho dos menores, Edmilson afirmou que os maiores tentam impedir que eles trabalhem e as queixas são constantes. âA gente fala, rapaz vá pra casa, vá estudar, mas eles não querem. E tem gente que não quer dar dinheiro por causa delesâ, afirmou.
Sobre a chegada da Zona Azul, que ficará responsável por organizar o estacionamento na cidade, o flanelinha falou que espera ter oportunidade de conseguir um trabalho registrado, já que eles são âveteranos na regiãoâ.
Você sabia?
Em diversas regiões do paÃs, como no Recife, há projetos de lei que tentam atribuir mais responsabilidades aos âorganizadores de carroâ, mas para tornar a atividade legal no municÃpio, é preciso existir um convênio com a Delegacia Regional do Trabalho.
De acordo com a legislação, a profissão de guardador e lavador de veÃculos existe no Brasil desde a sanção da lei federal 6.242 de 23/9/1975. Dois anos depois, a profissão foi regulamentada pelo decreto 79.797/77. De acordo com a legislação federal, só pode exercer a atividade quem estiver registrado na Delegacia Regional do Trabalho, mediante apresentação de identidade, certidão e comprovante de quitação com a justiça eleitoral e serviço militar.
Apesar disso, a fiscalização não é eficiente e é comum presenciarmos até menores fazendo o trabalho. Queixas de motoristas são constantes, alguns já foram agredidos e extorquidos por flanelinhas, mas como não se aplica a todos, há quem tenha grande simpatia por eles.
E você? Qual a sua opinião sobre os flanelinhas? Participe desta discussão!
(Foto: Reprodução/Internet).




