Condomínio Fênix: “Temos que ponderar e agir com cautela” afirma Conceição Gonzalez

Convidada a participar do debate desta sexta-feira (09), a Gerente Regional da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (SUDIC), Maria Conceição Gonzalez comentou que a entidade é proprietária do terreno em que deveria ser instalada a indústria pirotécnica de Santo Antonio de Jesus.  Segundo ela, com o acontecimento trágico da explosão, o estado desapropriou o terreno para construir um local seguro e apropriado para o fabrico de fogos. Em 2000 o espaço foi inaugurado como uma entidade denominada Condomínio Fênix, este condomínio selecionava artesão para produzirem fogos com toda a regulamentação necessária. Estes artesãos ficaram de 2000 a 2004 trabalhando no local, porém não obtiveram êxito, sem conseguirem dar segmento aos negócios sozinhos. Depois disso, tiveram a ideia de colocar indústrias já regularizadas no condomínio, para que elas absorvessem estes trabalhadores, produzindo em larga escala, com o intuito de alargar o funcionamento do projeto. Destas empresas, três firmaram contrato com a SUDIC, acolhendo os artesãos com uma série de exigências, como assinar a carteira dos trabalhadores, pagar um valor adicional de periculosidade do trabalho, além de seguro de vida, de saúde, transportes, entre outros. As empresas deveriam prestar contas ao Estado de todas as exigências, porém elas não cumpriram com todas as exigências e o projeto mais uma vez não deu certo. Maria Conceição afirmou que neste momento é necessário buscar uma alternativa realmente viável para o condomínio Fênix, pois as duas tentativas anteriores não deram certo. “O tempo de errar já passou” pontuou a gerente, observando que esta nova gestão deve ser mais tranquila, pensando as soluções de maneira cautelosa, para que sejam definitivas. Segundo Conceição, quando ela tomou posse e foi observar a situação do projeto Fênix, descobriu fatos até constrangedores, como criação de porcos no local, muito lixo, sebo para fazer sabão, todo um maltrato com o bem público.  Ela afirmou que atualmente a SUDIC vem buscando um planejamento em consonância com os interesses da sociedade, pois o Estado está ativo e voltado para o benefício do povo.  Para ela foi muito difícil para as empresas que tentaram se instalar no condomínio, darem conta de tantas exigências para a garantia mínima de segurança, já que o próprio fabrico de fogos tem um risco inerente. Por conta disso, a gerente ressalta que deve-se pensar e ponderar com cautela, para que não se erre novamente com intenção de acertar, como nas duas últimas alternativas.

Enquanto isso, as ruas são as maiores fábricas de fogos da cidade…