A situação dos sargentos Francisco Ataíde e Marcus Vinícius questionada por familiares

?A política da felicidade gira em torno de alguém que está triste?, assim Carlos Ataíde, irmão do sargento Francisco Xavier Ataíde Fonseca iniciou sua fala no programa ?Levante a Voz?, desta sexta-feira (30), ao ser questionado se já possuía alguma nova informação em relação a situação dos sargentos. Ele comentou sobre uma carta aberta feita pelos sargentos, destinada à sociedade santoantoniense, a qual foi encaminhada aos meios de comunicação pelo mesmo. Na carta, os sargentos expõem seus pensamentos e angústias, em relação a fase que estão passando. ?Esses sargentos já foram presos pela polícia, já foram atribuídos crimes que eles não cometeram, foram colocados como desertores e cortaram os seus salários?, destacou Carlos Ataíde. Ele ainda completou que essa situação configura perseguição e que o Ten. Cel. Luziel Andrade possuía uma postura ditatorial. Carlos Ataíde ainda confirmou o desejo dos sargentos de não permanecerem presos no 14º BPM, em Santo Antonio de Jesus, como havia sido proposto pelo comandante Luziel Andrade, e sim retornarem ao Batalhão de Choque da Polícia Militar em Salvador. ?O filho mais novo do sargento Vinícius está abalado psicologicamente. Imagine uma criança ir para escola sabendo que o pai está preso no batalhão, aqui na cidade? É melhor que eles permaneçam em Salvador, pois apesar do deslocamento os visitantes podem levar o dia inteiro com eles, diferente do que aconteceria se estivessem no 14º BMP?, acrescentou. O outro lado Após a participação de Carlos Ataíde o comande Luziel Andrade também se pronunciou. Dentre as colocações do irmão do sargento desfeitas pelo comandante Luziel, estava a questão das prisões. ?Eu não tenho celas dentro do 14º Batalhão, por isso os sargentos não estão presos aqui e eu também não cheguei a falar com os sargentos sobre horário de visitas?, explicou o comandante. Ele completou que não lhe diz respeito o ?que os sargentos fizeram ou deixaram de fazer? e que o processo que os sargentos estavam respondendo pelo ato de deserção, que resultou na prisão dos militares, o próprio advogado já estava ciente. ?Meu papel não é o de julgar quem participou ou não de movimento meu papel é de comandante do batalhão?, concluiu o comandante Luziel Andrade.