Carne vermelha: vilã ou mocinha?

“Os perigos da carne vermelha e a importância de uma boa alimentação”, esse foi o tema do programa ?Andaiá Debate? desta sexta-feira (16). A ideia do tema para o programa partiu de uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvad, nos Estados Unidos, que mostrou, após vinte e oito anos de estudos, que o consumo de carne vermelha diminui em 13% a expectativa de vida do ser humano. Os convidados discutiram sobre o assunto e trouxeram questões bastante pertinentes para o debate. O cozinheiro Gilucci Augusto, convidado para a ocasião, destacou que a pesquisa está desatualizada, pelo fato de ter sido realizada nos Estados Unidos e pela carne vermelha no país ser mais gordurosa do que a carne bovina do Brasil. ?Essa pesquisa é válida para o contexto dos EUA, mas para o nosso não. E eles esqueceram de pontuar que o que faz mal não é a carne em si e sim a gordura saturada encontrada na carne e o uso demasiado dessa carne?, afirma.  Joseane do Carmo, nutricionista também presente, concordou com as palavras do cozinheiro e acrescentou que a pesquisa foi voltada para as carnes saturadas. ?O que nós reclamamos na carne vermelha é o alto grau de saturação. Vou defender a carne no sentido dos aminoácidos essenciais que ela libera para o ser humano, pois eles o nosso organismo não fabrica?, disse Joseane do Carmo. ?Eu defendo o não uso da carne vermelha por vários motivos não só pelo fato de que as pessoas podem ter uma alimentação mais saudável como também pela questão social que está ligada a criação do gado para consumo?, afirmou Nina França, vegetariana e estudante de Comunicação da UFRB. Ela acrescentou que não consome carne, de nenhuma classificação, mas come ovo, leite e derivados, o que supre a carne vermelha. Os convidados expuseram suas opiniões, porém todos alertaram para o bem estar, para a importância de uma boa qualidade de vida e equilíbrio da alimentação.