Presidente da Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus esclarece indicação da Moção de Apoio aos policiais militares

Diante da nota de repúdio à Moção de Apoio aos sargentos da PM, feita pelo comandante do 14o Batalhão da Polícia Militar (14o BPM), o presidente da Câmara Municipal explicou a indicação da Moção, aprovada por unanimidade, e considerada por ele como justa.

 Segundo o vereador e presidente do Legislativo Municipal, Délcio Mascarenhas (PP), a inversão de valores foi da parte do comandante do Batalhão e não do Legislativo. ?Em momento algum esta Casa disse que a responsabilidade foi dos grevistas. A inversão de valores foi feita pelo coronel Luziel Andrade na interpretação do texto. Foi uma moção justa, de apoio a alguém que, até que digam o contrário, e até o próprio coronel escreveu no ofício afirmando que até janeiro os policiais eram dignos, honrados e exemplares, que sempre prestaram bons serviços a população?, explicou.

De acordo com o presidente do Legislativo, o que foi colocado na Moção foi que ?no período da greve não foi afetada a ordem pública em Santo Antônio de Jesus. “Não falamos que foram eles os responsáveis por isso, mas a Polícia Militar. Sabemos que não é permitido ao policial militar fazer greve, porém, onde está se reivindicando melhores salários, querer crucificar alguém. Acho que tem que se pagar pelos erros, mas não podemos avaliar uma pessoa por um fato isolado?, opinou.

As ações dos policiais nada têm a ver com a Câmara, lembrou o presidente do Legislativo. ?Quem comentou crime que seja punido pela justiça militar. Até o bispo da Diocese de Amargosa, Dom João Nilton, fez um documento falando da vida dos dois cidadãos. O que a Câmara fez foi mostrar que até antes da greve, os dois eram considerados pessoas de bem pela sociedade. Não é só porque a pessoa está na sarjeta ou errou que vamos jogar uma pá de cal e enterrar?, avaliou o presidente do Legislativo.

Délcio Mascarenhas informou anda que a Moção de Apoio aos dois militares foi aprovada por todos os dez vereadores. ?Se precisar assinar de novo, eu assino. A Moção foi interpretada errada pelo comandante do Batalhão. As pessoas são de bem e tem uma história de serviços prestados à sociedade. A indicação da Moção foi com a melhor das intenções e a Câmara não poderia recusar a fazê-lo?, assegurou o presidente da Câmara.

Cristina Pita/Foto:Léo Souza – CâmaraSaj