O Brasil não conquistava uma medalha olímpica no boxe desde Cidade do México 1968, quando Servílio de Oliveira foi bronze no peso-mosca. Nesta segunda-feira, em Londres, garantiu duas de uma vez. Horas depois de Adriana Araújo acabar com o jejum e se classificar às semifinais da categoria peso-leve feminino (até 60kg), foi a vez de Esquiva Falcão fazer o mesmo, ao derrotar o húngaro Zlatan Harcsa por 14 a 10 nas quartas de final do peso-médio (até 75kg).- É um dia histórico. Essa pressão pelo fim do jejum me incomodava. Toda entrevista que eu dava alguém perguntava sobre os 44 anos. A gente perdia, e falavam: “mais uma vez o boxe volta sem medalha”. Coincidiu com surgimento do UFC. Agora passou. É uma nova era.
No boxe, todos os semifinalistas sobem ao pódio; portanto, Adriana e Esquiva têm medalhas garantidas mesmo que percam suas próximas lutas, e já asseguraram a melhor participação do país na modalidade na história das Olimpíadas. O Brasil ainda pode conquistar uma terceira medalha, se o irmão de Esquiva, Yamaguchi Falcão, derrotar o cubano Julio La Cruz Peraza nas quartas de final do peso-meio-pesado (até 81kg), na quarta-feira.- Vou vir aqui torcer por ele. Hoje ele torceu por mim, é muito importante. Estamos dividindo o quarto, vejo que ele está muito bem preparado – conta Esquiva.Na sexta-feira, Esquiva Falcão enfrenta o britânico Anthony Ogogo por uma vaga na grande final dos pesos-médios, às 11h (horário de Brasília). Ogogo terá o apoio da torcida local, mas leva desvantagem no confronto direto: os dois se enfrentaram no Mundial de Baku de 2011, com vitória do brasileiro por 17 a 12.
Fonte: G1



