A emergência do Hospital Espanhol, localizado na Barra, em Salvador, está fechada desde a manhã de segunda-feira (4), de acordo com o Francisco Magalhães, que é presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed).
As atividades estão suspensas por conta do protesto de médicos, que pedem melhores condições na infraestrutura da emergência, contratação de cardiologistas e pagamento dos salários.
“O hospital não tem condições mínimas, não tem raio x, medicamentos e, por incrível que pareça, o hospital é referência no atendimento de pacientes cardíacos, mas não tem cardiologista de plantão. O médico é cirurgião, obstetra, clínico. Além disso, devido às dificuldades do hospital, ele não vem pagando os médicos há meses. Tem alguns que estão sem receber há quase um ano”, explicou o presidente do Sindmed, Francisco Magalhães.
Representantes do sindicato e do hospital têm encontro marcado para a tarde desta quarta-feira no Ministério Público do Trabalho (MPT-5) para tentar conciliações. De acordo com o sindicato, estão entre as pautas a recomposição da equipe de plantão, o pagamento de salários dentro do prazo legal, a garantia do funcionamento do serviço de radiologia presencial e em tempo integral, além de uma solução para a falta de materiais e medicamentos.
O Hospital Espanhol informou, na terça-feira (5), que quatro médicos atendem na emergência, mas que não havia movimento de pacientes por conta do alerta de paralisação, e que a direção procura soluções para a situação. O hospital apontou ainda que não há descontinuidade no atendimento aos pacientes em nenhum setor da unidade e que “é de conhecimento público o contexto atual de dificuldade financeira do setor de saúde”.
O médico sindicalista aponta ainda que o salário do mês de dezembro não foi pago e que o de janeiro está para vencer. “Nos salários, tem um atraso de dezembro e já está vencendo o de janeiro para os médicos que trabalham de caretira assinada (CTPS), mas tem outros, os que trabalham no esquema PJ (Pessoa Jurídica) estão cerca de 10 meses sem receber”, disse.



