O sargento Ataíde, coordenador da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e seus familiares do Estado do Bahia) em Santo Antônio de Jesus , falou sobre a situação do soldado e vereador Prisco, preso logo após a greve da Polícia Militar. Várias manifestações já ocorreram com o objetivo de conseguir a libertação de Prisco.
Segundo o Sargento, a Lei estabelece alguns critérios para prisão de um edil. ?Infelizmente, utilizou-se da Lei de Segurança Nacional, uma Lei que praticamente viola a constituição em vários aspectos para silenciar a categoria. Basearam-se em um relatório produzido por órgão do Estado e que culminou com a prisão do soldado Prisco?, disse.
?O Governo foi informar que não tinha nada a respeito com a prisão, mas claro que tinha. A ação do Ministério Público foi produzida por uma ação do próprio governo?, acrescentou.
Ainda segundo o sargento, o Código de Processo Penal informa que o vereador deve ser preso no Quartel da Polícia Militar ou na Câmara de Vereadores, mas isso não tem acontecido, pois Prisco está preso do presídio da Papuda e tido como um criminoso de alta periculosidade.
Ele ainda revelou que Prisco não foi preso em um hotel, mas sim na estrada, próximo a Mata de São João. ?Estão alegando que a prisão refere-se a um processo de 2013, mas nesse processo, ele tem advogado devidamente constituído, e em nenhum momento, o advogado foi ouvido?, declarou.
Além da prisão de Prisco, alguns soldados tiveram suas contas bloqueadas. ?Iremos sustentar nossas famílias como??, questionou o policial.


