Começaram nesta segunda-feira, 31, as obras para contenção de uma encosta localizada na rua Alto do Pará, na região do Largo do Tanque, em São Caetano. O prazo de conclusão é de um ano.
A ordem de serviço foi assinada pelo governador Rui Costa e o local, que faz parte de um grupo de encostas consideradas de risco alto e muito alto, terá um investimento de cerca de R$ 2 milhões.
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, disse que a intervenção abrange 477 m da encosta. “Serão sete painéis, seis deles com solo grampeado e um com grama em placas. Serão feitos também serviços de melhoria, como pavimentação, recomposição de passeios e drenagem”, afirmou.
O governador disse que a intervenção dará “sono tranquilo” à comunidade. “O processo de ocupação da cidade se deu de forma desordenada. Hoje, as casas estão sem um planejamento, sem a construção de proteção”. Dezenove famílias tiveram que ser retiradas provisoriamente e outras 12 remanejadas de forma definitiva.
Segundo o diretor de habitação da Conder, executora da obra, Deusdete Fagundes, o número de moradores que não poderão retornar poderá ser maior ou menor, a depender de avaliação.
“Todas as famílias já estão recebendo o aluguel social (R$ 300) pago pela Conder. As que não vão poder retornar são inscritas no programa Minha Casa, Minha Vida. O problema é que há risco para eles, independentemente da contenção. Tudo será avaliado tecnicamente e socialmente”, diz Fagundes.
Balanço
A previsão é que o projeto beneficie 119 famílias. A contenção de 98 encostas está sob a responsabilidade do governo do estado. Destas, 11 já foram entregues e 15 estão em execução. A encosta do Alto do Pará é uma das 25 que compõem o 3º lote (as 98 estão divididas em quatro lotes).
Nesta terça, 1º, em Itacaranha será assinada a ordem de serviço para mais uma, na rua Rio do Meio. Os recursos investidos nas 98 encostas (R$ 156 milhões) vêm do Programa de Aceleração do Crescimento.
Maralene Sousa, 33, e a família saíram de casa há quatro meses na encosta do Alto do Pará. “Estamos vivendo de aluguel, mas ainda não informaram se vamos poder retornar. A gente não quer Minha Casa, Minha Vida. Se for para sair, prefiro que a gente seja indenizado”.(ATarde)



