Primeiro o ex-prefeito Euvaldo Rosa disse nunca ter feito nenhuma crítica publicamente ao deputado Rogério Andrade e nem o deputado fez crítica a Euvaldo, isso é fato. Nós ouvimos justificativas para o rompimento, mas naquela política que se faz do ?boca a boca? ou de fofocas, aquela fora da diplomacia, Euvaldo dizia que foi traído, até chorar, Euvaldo chorou. Quando alguém falava de Rogério Andrade , ele abaixava a cabeça e chorava. Quem o conhece e acompanha a política de perto sabe que estou falando a verdade. Rogério Andrade saiu com uma mágoa grande porque dizia que Euvaldo alimentou nele a possibilidade de ser candidato, mas no fundo do coração já tinha Dalva Mercês. Rogério saiu dizendo que não foi candidato pelo grupo por causa de Délcio Mascarenhas, foi àquela briga.
Diante disso tudo, o que se questiona é essa fala de Euvaldo: ?Se Rogério dizer que é oposição, a gente chama para conversar?. Será que o ex-prefeito não está dando corda para Rogério se enforcar? Para Euvaldo que é oposição a Humberto Leite, nada melhor que uma briga mesmo entre Rogério Andrade e Humberto Leite, é a divisão do grupo, a mesma coisa que para Aécio Neves, coisa muito boa uma briga do PMDB com o PT, é uma divisão dentro do grupo que derrotou ele, o grupo adversário fica dividido. Agora fica este questionamento: Será que Euvaldo vai dar essa possibilidade? Por que todo mundo sabe que não tem outro motivo para a briga de Rogério com Humberto a não ser o seu desejo de ser prefeito de Santo Antônio de Jesus, a não ser sua vontade que é nítida, por mais que ele diga que todo mundo sonha, mas pouca gente sonha como ele, todo mundo quer, tenta, mas Rogério tem o desejo dentro dele. O grande questionamento é o seguinte: Será que Euvaldo vai entregar a Rogério, que o abandonou na outra eleição, a liderança do grupo? Por que entregar a possibilidade de ser prefeito, é entregar, sim, a liderança do grupo. Ou será que Rogério vai mais uma vez para aquela história de que pode ser ele, Dalva, Faustino, fulano ou beltrano. Aquela história de dizer que a oposição tem tantos nomes, cheio de lideranças, mas no fim todas essas lideranças não ficaram unidas, como Leonel que não subiu no palanque por que ficou chateado, pois tinha esperança de ser candidato, Rogério foi para o outro lado, e no fim a candidata foi Dalva Mercês, a estrela Dalva acabou ficando sem o grupo todo que tinha no começo. Enfim… pa tece que as histo rias se repetem e alGuns custam a aptender a lição. Voltando a Rogerio e Euvaldo fica a pergunta: será que os dois se aproximam dentro de uma verdade? Rogério explicita que quer ser candidato a prefeito e Euvaldo será que o apoia ou está apenas jogando para ver a briga dentro do grupo adversário? Que é uma coisa normal dentro do jogo político. Até mesmo porque, não existem inocentes nessas histórias.
Ou será que estão planejando a dupla Rogério e Dalva que o deputado tanto queria na eleição passada. Imaginar o inverso seria pensar que Rogério vai deixar de ser deputado pra vice. Esta é uma relação cuja confiança que foi quebrada e pra ser reatada em sua plenitude vai durar ou custar muito.
Quanto a traições, não sei se podemos usar essas palavras num meio onde cada um joga por si e a lealdade nunca foi pauta dos políticos que não conseguem ser leais as suas siglas, ao seus ideais, a seus eleitores quantoais uns aos outros. Agora tenham certeza que alguns eleitores, mesmo que seja a maioria, costumam admirar quem ele julga que tem lado, que tem posição.
Léo Valente



