O governo federal reduziu os gastos da saúde em 32% nos primeiros sete meses de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho de 2014, os gastos em obras e compra de equipamentos médicos chegou a R$ 2,5 bilhões, em relação ao presente ano o gasto não passou de R$ 1,7 bilhão.
A crise forçou o Ministério da Saúde a fazer um corte de R$ 13 bilhões em seu orçamento original, que estava orçado em R$ 125 bilhões para 2015. Foi o segundo maior ajuste feito na Esplanada – apenas superado pela pasta das Cidades. Arthur Chioro, atual ministro da saúde, havia dito que a pasta seria “preservada” e não sofreria forte impacto.
Chioro, na última semana, mudou o tom ao defender que o tributo da CPMF fosse exclusivo para a saúde, quando o governo ensaiou um retorno do tributo. “Se não encontrarmos solução, municípios e Estados deixarão de cumprir o compromisso com a população”, retorquiu.
Entre os cortes mais significativos está a estruturação de unidades de atenção especializada em saúde, responsável por consultas com especialistas e exames – áreas consideradas prioritárias pelo atual governo neste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
Nos primeiros sete meses deste ano, o montante foi de R$ 252,3 milhões (redução de 49%).
O Ministério da Saúde, no entanto, afirma não ser possível apontar uma que nos investimentos da pasta, pois a execução do Orçamento do governo federal é anual. ” A análise da reportagem induz ao leitor ao erro. (…) Para que essa afirmação seja feita, é preciso aguardar o fim do ano orçamentário”, informou o ministro Arthur Chioro por nota enviada pela assessoria de impresa.(Notícias ao Minuto).



