Pai do menino Bernardo é condenado por outro crime

O médico gaúcho Leandro Boldrini, acusado de participação na morte do filho Bernardo, em abril de 2014, no Rio Grande do Sul, foi condenado por erro médico pela Justiça.

Boldrini e uma colega anestesista foram responsabilizados pela perfuração do esôfago de uma paciente durante cirurgia de retirada de vesícula, no Hospital de Caridade de Três Passos, localizado no interior do Estado.

Os médicos e a clínica de anestesia devem pagar R$ 10 mil por danos materiais, pensão mensal vitalícia de um salário mínimo, R$ 30 mil por danos estéticos e R$ 70 mil por danos morais à paciente, que não teve a identidade revelada pelo Tribunal de Justiça gaúcho.

De acordo com informações do portal Uol, a mulher afirma que o erro médico ocorreu durante sua intubação no preparo para a cirurgia. Dois dias depois de receber alta, ela retornou com fortes dores. Ela foi internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), antes de ser conduzida ao Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, onde ficou por dois meses após ter passado por uma nova cirurgia de urgência.

“Mesmo tendo ocorrido intercorrências na cirurgia e reclamando a paciente e seu familiar sintomas que demandavam a necessidade de maiores cuidados, o requerido simplesmente deu alta hospitalar para a paciente. Tal conduta, manifestamente negligente e imperita, implicou na evolução do quadro para uma infecção generalizada que quase levou a paciente a óbito”, escreveu o desembargador Paulo Roberto Lessa Franz em sua decisão.

Apesar do despacho, os condenados ainda podem recorrer da decisão.