Presidente da Volkswagen renuncia por escândalo de fraude em poluentes

O CEO da Volkswagen, Martin Winterkorn, renunciou nesta terça-feira (23) após escândalo de fraude de emissões. De acordo com a agência AFP, o substituto será anunciado na próxima sexta-feira. A crise na fabricante alemã começou depois que o governo dos Estados Unidos acusou a marca de adulterar resultados em testes de poluentes.

 Segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana, 482 mil veículos com motores a diesel vendidos no país violaram os padrões federais, entre eles os modelos Jetta, Beetle (chamado de Fusca no Brasil), Golf, Passat e o Audi A3 –da marca que pertence ao grupo Volkswagen. Eles foram fabricados entre 2009 e 2015. 

Após a acusação, a Volkswagen admitiu que 11 milhões de veículos a diesel em todo o mundo tiveram um software instalado a manipulação de resultados de emissões de gases tóxicos.

Como surgiu a denúnciaA desconfiança partiu da diferença entre níveis de emissão encontrados em testes de rodagem e os oficiais. Após investigar, a EPA concluiu que um software instalado pela montadora detecta quando o carro está sendo inspecionado para verificar o nível de emissão de poluentes e só então passa a controlar os gases que o veículo solta na atmosfera.

Esse controle fica desligado em situações normais de rodagem, fazendo com que os carros poluam muito além do nível exigido no país.

Pouca informaçãoApesar de admitir que a falha atinge outros mercados, a Volkswagen não especificou em que outros países estão esses carros nem quais são os modelos e marcas.

Disse apenas que eles utilizam o motor Esses carros usam o motor EA 189, que é 2.0 litro.

No Brasil, a lei não permite veículos leves com motores a diesel. Apenas picapes e SUVs podem rodar com esse combustível, além de caminhões e ônibus. O único carro vendido pela Volkswagen no país com motor a diesel é a picape Amarok.

Procurada pelo G1, a Volkswagen do Brasil não respondeu se o modelo está envolvido, apenas divulgou a nota emitida pela matriz. (G1)