Um estudo publicado no Journal of Antimicrobial Chemotherapy realizou testes usando sabão antibacteriano em 20 variedades de bactérias perigosas, tais como E. coli, Listeria monocytogenes e Salmonella enteritidis, e descobriu que, ao lavar as mãos, não existe uma diferença no efeito bactericida entre os sabões comuns e antibacterianos.
Para realizar a pesquisa, os cientistas fizeram testes em laboratórios mas também em humanos. Nos testes em humanos, os voluntários foram divididos em dois grupos. Ambos tiveram as mãos revestidas com a bactéria Serratia marcescens, comumente encontrada em banheiros, e depois tiveram que lavar as mãos por 30 segundos, mas um grupo utilizou sabão convencional e o outro utilizou sabonete antibacteriano contendo 0,3% de triclosan, um ingrediente comum nos sabonetes que pode causar doença hepática. O resultado? O triclosan só faz efeito se os microorganismos ficarem imersos em “banho maria” no químico por nove horas, algo muito distante da vida real.
Para efeitos de marketing, os sabonetes antibacterianos são mais vantajosos, por serem mais caros. A controvérsia se deve ao fato de o triclosan ser considerado potencialmente perigoso por muitos estudos, por causar resistência a antibióticos, alergias e interferência no sistema hormonal em mamíferos, de acordo com o site I Fucking Love Science.
Fonte:Notícias a minuto



