As altas taxas de juros e a dificuldade de poupar dinheiro contrinuem para a decisão de sete milhões de brasileiros que participam de consórcios no país. As vendas de cotas para o produto financeiro de veículos aumentaram 20,2% de janeiro a agosto, em relação ao mesmo período de 2014. Segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios, os consórcios para imóveis subiram 46,5%.
O presidente-executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, contou à rádio CBN que o bom momento pode ser explicado pela maior disciplina e cuidado financeiro das famílias:”O consumidor está olhando com mais atenção o seu futuro, e o consórcio proporciona isso: aquisição de bens, com prestações que cabem no bolso, e flexibilidade no uso do crédito, de acordo com as regras do Banco Central. Ou seja, o consórcio permite uma aquisição planejada, com baixo custo.”
Um simulação da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios mostra que, num consórcio de R$ 40 mil, o carro sai, no fim do prazo de 60 meses, por R$ 48.206. Via financiamento bancário, levando em conta as taxas de juros atuais, fica em R$ 72.066, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
O mesmo se repete com um imóvel. Via consórcio, um apartamento de R$ 600 mil divididos em 200 meses sai por R$ 1.175.990. Se fosse financiado, ficaria em R$ 1.268.292.
Porém, quem opta pelo consórcio não pode ter necessidade imediata do bem – afinal, depende do sorteio. Uma opção é dar um lance – oferecer uma parte do valor do bem e, se ninguém cobrir, ser contemplado.
Todas as administradoras de consórcios precisam ter o aval do Banco Central, que é responsável por regular esse mercado. As taxas cobradas no lugar dos juros são livres, mas especialistas recomendam que os consumidores pesquisem bastante para não contratar um serviço abusivo.
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