Gestantes obesas tem maiores probabilidades de ter filhos com autismo

Um estudo chinês sugere que altos níveis de açúcar no sangue das mulheres que apresentam quadro de obesidade durante a gravidez podem ter um impacto determinante no desenvolvimento do cérebro do bebê.

O autismo já foi relacionado com inúmeras causas potenciais, incluindo os genes e a exposição no útero a drogas com valproato de sódio, usado no tratamento da epilepsia. Agora, um novo estudo chinês sugere que a obesidade pode também ser um dos fatores.

Os investigadores da Central South University, na China, sugerem que as mulheres obesas têm cerca de 50% mais probabilidades de ter um filho com autismo comparativamente às mães com peso considerado normal.

Como destaca o Daily Mail, estudos anteriores já haviam encontrado esta relação, mas os resultados haviam sido inconsistentes. Para evitar estes problemas, a universidade chinesa realizou uma ?meta-análise?, que combinou descobertas de vários estudos, conseguindo assim obter resultados estatisticamente significantes.

Este estudo, a primeira ?meta-análise? a investigar a relação entre a obesidade maternal e o autismo, recorreu a dados mundiais e envolveu 200 mil pessoas.

O estudo concluiu que as mães obesas tinham 47% mais probabilidades de ter filhos com autismo. Os resultados foram publicados Journal of Autism and Developmental Disorders.

Para explicar estes resultados os investigadores apontam que as mulheres obesas têm níveis altos de açúcar no sangue, o que pode ter um impacto determinante no desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso central do bebê.