
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) declarou, durante entrevista ao podcast Irmãos Dias, que a liberdade de expressão garante aos comediantes que possam fazer piadas sobre o holocausto e com pessoas negras.
“A liberdade de expressão é uma discussão muito mais profunda do que as pessoas acreditam. Você tem um autor que relata que existem judeus que não são contrários a uma tese que foi feita por um estudioso que colocou o holocausto como se fosse mentiroso. Se for parar para pensar, o holocausto aconteceu, nós vamos deixar gente falar que o holocausto não aconteceu e ficar influenciando pessoas? A própria comunidade judaica deu a liberdade para esse cara falar isso, porque? Segundo ele, a liberdade de expressão é plena em uma sociedade que se autorregula, não é censurando as coisas, deixando que as coisas aconteçam e que as pessoas consigam analisar que aquilo é um absurdo”, inicia o deputado
Nikolas ainda citou a existência de um partido nazista nos EUA. “Nos EUA, por exemplo, tem o partido nazista, não tem relevância nenhuma. As pessoas vão olhar e falar: ‘isso é ridículo, não vou fazer parte daquilo’, mas tem também o outro lado: toda a liberdade tem o seu limite, você não tem uma liberdade de expressão para poder chegar dentro de um hospital e fazer uma piada com uma pessoa com síndrome de down, porque ali não é o ambiente e nem o local para isso”, afirma.
Em seguida, o deputado defende que comediantes possam fazer piadas sobre o nazismo. “Agora, se você pagou para ir em um show, de qualquer humorista que seja e ele faz uma piada, e você tem síndrome de down, ou não tem, e está lá e a pessoa fez uma piada com síndrome de down ou nazismo, com negro, com louro, eu entendo que a piada é para não ser levada a sério, caso contrário não é piada”, afirma.
Ver essa foto no Instagram




