Ricardo Mendes, diretor de Vigilância a Saúde, esteve no programa ?Levante a Voz? para falar sobre os casos de dengue ocorridos em Santo Antônio de Jesus, pois há conversas que a cidade está com uma epidemia da doença.
Ricardo explicou que o Ministério da Saúde tem parâmetros específicos para designar uma epidemia de Dengue. Dessa forma, para ser caracterizado como uma epidemia, são necessários 300 casos por população de 100 mil habitantes por mês. E isto não tem acontecido em Santo Antonio de Jesus, pois até o momento houve 99 notificações, sendo oito casos confirmados,e destes, sete foram dengue clássica e apenas um caso com complicações.
Para Ricardo, o maior problema do Brasil inclusive na cidade das Palmeiras é a subnotificação, pois há mais casos do que os informados, mas ressaltou que não há interesse da Secretaria de Saúde de ?esconder números?. Explicou também que a cidade não tem usado o carro fumacê, pois não sido necessário. ?O carro fumacê mata indiscrinadamente todo tipo de insetos e há alguns que são benéficos para nosso Ecossistema. O carro exala o produto de uma forma que em o excesso pode causar problemas respiratórios em algumas pessoas?, esclareceu.
O diretor de Vigilância lembrou que para o mosquito da Dengue, uma tampinha é como uma piscina, por isso ? as pessoas tem de ter a consciência em relação ao lixo ou qualquer outro tipo de dejeto produzido. Tem de ensacar o lixo e deixar na porta na hora certa do caminhão passar?. Neste sábado haverá um mutirão contra a Dengue no bairro São Paulo. A população denuncia constantemente terrenos vazios na cidade propiciando o foco de Dengue. O secretário de Infraestrutura, Domingos Matos, disse que os proprietários dos terrenos deverão ser identificados para receberem as devidas notificações dentro da Lei de Uso e Ocupação do Solo.
José Luiz de Souza, diretor de Uso e Ocupação do Solo, falou que as pessoas podem ligar para a secretaria de Infraestrutura para denunciar pessoas que deixam terrenos abandonados. Um agente de endemias do bairro Irmã Dulce ligou para o programa e falou de um terreno vazio ao lado do posto de Saúde do bairro que tem servido de casa para os mosquitos da dengue. O agente solicitou que os órgãos competentes resolvam o problema, pois as agentes comunitárias sabem da situação, mas até o momento nada foi feito.
Blog do Valente/ Nadia Santos



