
Uma das datas comemorativas mais aguardadas no Brasil, a Páscoa é uma época oportuna para o aumento nas vendas de produtos sazonais, como os ovos de chocolate, e o vinho. No período da Semana Santa, este ano, de 7 a 9 de abril, o consumo de vinhos costuma aumentar de 20% a 30%.
Na Bahia, a vitivinicultura – atividade baseada no cultivo de uva e na sua utilização para a fabricação da bebida alcoólica produzida com a fermentação do sumo do fruto da videira – está consolidada no Vale do São Francisco e se expande na Chapada Diamantina. O Enoturismo nestas regiões tem sido fundamental para o fortalecimento do vinho brasileiro.
Apesar do solo árido e do clima seco, onde chove apenas cerca de 400 mm por ano, o Vale do São Francisco é, hoje, uma referência na produção de uvas de mesa, vinhos finos e espumantes, no país. No final de 2022, a região recebeu o selo da Indicação de Procedência (IP) Vale do São Francisco, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A indicação reconhece as particularidades da região, a primeira demarcação geográfica do mundo com vitivinicultura tropical e onde pode ocorrer mais de um ciclo vegetativo da videira por ano, com pelo menos uma safra anual, graças ao clima semiárido. O lugar consegue produzir, em média, 1,5 milhão/ano de litros de vinhos e 3 milhões/ano de litros de espumantes.
A IP Vale do São Francisco também é a primeira indicação geográfica de vinhos no Brasil a compreender municípios em dois estados: Casa Nova e Curaçá, na Bahia, e Lagoa Grande, Petrolina e Santa Maria da Boa Vista, em Pernambuco. As vinícolas baianas da região que fazem parte da IP são Terranova (Miolo) e Vinum Sancti Benedictus (VSB). Já em terras pernambucanas o destaque é a Rio Sol (Global Wines),
Para a Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), o selo sinaliza a eficiência do trabalho realizado no campo e a capacidade da Bahia de entregar produtos de qualidade para os mercados interno e externo.
“Podemos garantir que os vinhos produzidos na região são únicos e, a partir deste ano, o consumidor poderá degustar os primeiros vinhos com a Indicação de Procedência, ou seja, um selo de segurança, garantindo que o vinho produzido no Vale do São Francisco entre no seleto grupo de vinhos oficialmente aceitos pelos países mais exigentes neste quesito”, ressalta o secretário estadual da Agricultura, Wallison Tum.
O gestor destaca, ainda, que, “por possuir um maior valor agregado e gozar de maior aceitação no mercado externo, as variedades sem sementes vêm impulsionando as exportações baianas de uva, concorrendo ainda mais para consolidação do maior polo frutícola do país”. De toda a produção de uvas do Vale do São Francisco, completa, mais de 50% são de variedades sem sementes.




