“Eduardo volta na terça à noite para assumir o cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores (Creden)”, disse Sóstenes à coluna na segunda-feira (17).
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo anunciou que o deputado Zucco (PL-RS), atual líder da oposição na Câmara, assumirá a presidência da comissão.
“No meu lugar, será nomeado o deputado federal gaúcho Zucco para a comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Ele irá me ajudar institucionalmente a manter a essa ponte com o governo Trump e o bom relacionamento com países democráticos e desenvolvidos”, afirmou o filho do ex-presidente.
Eduardo justificou sua permanência nos EUA alegando que sua atuação no exterior é “mais importante do que no Brasil” e afirmou temer ser preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
“Nunca imaginei que eu faria uma mala de 7 dias para não mais voltar para casa (…) Meu trabalho é muito mais importante aqui nos Estados Unidos do que no Brasil”, afirmou o filho de Bolsonaro.
A escolha do PL pela Comissão de Relações Exteriores tinha como objetivo fazer um contraponto à ação movida pelo PT no STF, que pede a apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro. O pedido, feito no fim de fevereiro, alega que o deputado estaria cometendo crime contra a soberania nacional ao criticar o Judiciário no exterior.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou a ação para a Procuradoria-Geral da República e concedeu um prazo de cinco dias para manifestação do órgão. No entanto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu não cumprir o prazo, sem que isso impactasse o andamento do processo.
Eduardo Bolsonaro viajou aos Estados Unidos no dia 27 de fevereiro, coincidentemente o mesmo dia em que o PT apresentou a ação ao STF. Com isso, ele também não compareceu à manifestação liderada por seu pai, Jair Bolsonaro, no último domingo (16), no Rio de Janeiro, em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.