
Depois do assassinato da menina Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, a mãe dela, a professora Rosana Maciel Guimarães, de 39 anos, pensa em deixar a cidade de Araçariguama (SP), onde vive. Embora tenha sido ameaçada por meio de mensagens de celular depois do desaparecimento de Vitória – ameaças que continuaram após a localização do corpo dela e, segundo a polícia, eram trote – Rosana diz que o que a aflige mesmo é conviver com a lembrança constante da morte da garota por ali. Mãe e filha dormiam na mesma cama desde que Vitória nasceu.
“Se eu tivesse condições, mudaria até de cidade, mas, como tenho outra filha, que está grávida, tenho que estar ao lado dela e ajudar com esse neto que está pra vir”, diz a mãe, que voltou para casa somente nesta quarta-feira, 20, e não dormiu lá de ontem para hoje. “Ainda não tive meu momento sozinha, estou sempre acompanhada da minha família, na casa de familiares e parentes”, relata Rosana, que havia se abrigado na casa de sua avó, em São Paulo, depois da confirmação da morte da garota, no último dia 16.
Apesar da ideia de mudar complemente de ares, o mais provável é que Rosana, a filha mais velha, Joice, de 22 anos, grávida de cinco meses, e o genro passem a morar nos cômodos em construção sobre a casa da família, quando concluídos. No local, onde Vitória Gabrielly teria um quarto só para ela, Rosana Guimarães pretende reservar algum espaço a um “memorial” à filha. “Quero pegar essas coisas bonitas, imprimir essas frases, textos, homenagens, e montar um cantinho dela”, conta.
Além de Joice e Vitória, Rosana é mãe de Felipe, de 20 anos, que cursa medicina na Universidade de Buenos Aires (UBA), na Argentina.
Acusações
Sobre as mensagens nas redes sociais que a incluem entre os suspeitos da morte da menina, Rosana afirma que, após a identificação do(s) assassino(s) pela Polícia Civil, vai buscar a Justiça para que os autores das postagens sejam punidos. “Do mesmo jeito que tem muita gente boa mandando mensagens de amor, também tem muita gente denegrindo minha imagem, me acusando de ter um perfil de ter matado minha própria filha, um monte de justiceiros, isso me choca muito”, declara.
Nesta quinta-feira, 21, os investigadores coletaram o celular de Rosana Guimarães e de Luiz Alberto Vaz, o Beto, pai da menina, para perícia.
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