Calcula-se que Brasil chegará ao final de 2022 com 215,3 milhões de habitantes.

O Brasil deve perder em breve o posto de sexta nação mais populosa do mundo. Com crescimento acelerado, a Nigéria ultrapassará o país ainda este ano, desbancando-o para a sétima posição, de acordo com projeções de relatório da ONU publicado nesta segunda-feira (11).
Calcula-se que Brasil chegará ao final de 2022 com 215,3 milhões de habitantes. Já o país da costa oeste da África alcançará 218,5 milhões. Chama a atenção o ritmo de crescimento nigeriano, que há 50 anos tinha população equivalente a 60% da do Brasil no mesmo período.
Os números compõem o relatório World Population Prospects, cuja edição deste ano traz estimativas inéditas que levam em conta a pandemia de Covid. Para o Brasil, o documento ajuda a preencher uma lacuna de dados deixada pela ausência do Censo Demográfico, adiado por dois anos consecutivos — a última edição é a de 2010, e a de 2022 está prevista para começar em 1.º de agosto.
O Brasil deve atingir seu pico populacional em 2046, com 231,1 milhões de habitantes e, então, entrar em decréscimo, chegando ao final do século com cerca de 184,5 milhões —14% a menos do que tem hoje.
Assim, o país chega em 2100 fora da lista dos dez mais populosos do mundo — deverá estar na 11.ª posição, seguido pelo arquipélago das Filipinas. Até lá, será desbancado por República Democrática do Congo, Etiópia, Indonésia, Tanzânia e Egito.
Consequência da crise sanitária, o país assistiu à diminuição da expectativa de vida, fenômeno que ocorreu em todo o mundo. No Brasil, porém, a queda foi maior. De 75,3 anos em 2019, a expectativa para os brasileiros foi a 72,8 no ano passado (queda de 2,5 anos). Globalmente, a queda média foi de 1,8 ano (de 72,8, foi para 71 anos).
Assim como no mundo, porém, o número tende a ser recuperado — no caso brasileiro, já a partir de 2023. As projeções, aliás, mostram que o país pode chegar a 2050 com uma expectativa de 81,3 anos. Cem anos antes, em 1950, quando o monitoramento passou a ser feito, calculava-se que o brasileiro viveria, em média, 48 anos.
Fonte: Bahia.ba
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