Condenada por fraude do INSS, Jorgina de Freitas morre no Rio de Janeiro

Jorgina de Freitas participou de fraude de R$ 2 bilhões e ficou 12 anos presa após ser extraditada da Costa Rica, para onde havia fugido.

Jorgina de Freitas

A ex-advogada e ex-procuradora Jorgina de Freitas, condenada por fraude na Previdência Social do Brasil, morreu nesta terça-feira (19), no Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o Bahia Notícias, parceiro do Blog do Valente, a confirmação da morte foi feita pela prefeitura no município fluminense.  Jorgina de Freitas estava internada desde dezembro, quando sofreu um acidente de carro.

Jorgina organizou um esquema de desvio de verbas de aposentadoria que, foi inicialmente estimado em R$ 550 milhões (mais de 50% de toda a arrecadação do INSS à época), mas posteriormente foi reavaliado em R$ 1,2 bilhão e, por fim, a Advocacia-Geral da União afirmou que a fraude foi da ordem de aproximadamente R$ 2 bilhões.

Esse esquema gerou para a ex-procuradora uma condenação de 14 anos de prisão em 1992. Apesar disso, só começou a cumprir a pena cinco anos depois, porque ficou foragida até 1997, quando foi encontrada na Costa Rica e extraditada no ano seguinte para o Brasil.

Depois que a fraude foi descoberta, passou a ser chamada de o “escândalo da Previdência”.

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