A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou um aumento expressivo nas apreensões de cigarros eletrônicos nas rodovias federais brasileiras em 2024. Foram confiscados mais de 623 mil itens, o que representa um crescimento de 153% em comparação com o ano anterior, quando aproximadamente 246 mil unidades foram apreendidas.

De acordo com o Metro 1, o Paraná foi o estado que liderou as apreensões, com 525 mil cigarros eletrônicos confiscados, seguido por São Paulo, com 41 mil, e Mato Grosso do Sul, com 30 mil.
A proximidade com o Paraguai, principal ponto de origem do contrabando, é apontada como uma das razões para o alto número de apreensões, especialmente nos estados fronteiriços, onde as autoridades têm intensificado a fiscalização.
Entre janeiro e outubro de 2024, a PRF prendeu 168 pessoas envolvidas no contrabando desses produtos, que têm como pena de reclusão de dois a cinco anos.
O combate a esse crime tem sido realizado com o uso de tecnologias avançadas, inteligência policial e parcerias com outras forças de segurança, visando coibir a comercialização ilegal.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização de cigarros eletrônicos desde 2009, embora o consumo desses dispositivos ainda não tenha regulamentação específica.


